Dinheiro

Vai pedir crédito à habitação? Saiba que taxa estão a escolher os portugueses

Junho 23, 2026 · 9:10 am
Foto de Jakub Żerdzicki na Unsplash

A maioria do novo crédito à habitação em 2025 foi feito a taxa mista, embora esta tenha perdido peso face a 2024, segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito divulgado esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

De acordo com o estudo, em 2025, houve a “substituição parcial de contratação a taxa mista” por créditos a taxa variável.

Dos novos contratos de crédito à habitação, cerca de 75,4% do montante foi feito a taxa mista, uma proporção abaixo de 2024 (81,5%).

A queda da taxa mista (em que a parte inicial do crédito é a taxa fixa, mantendo a prestação constante, e o restante a taxa variável) está relacionada com um contexto de taxas de juro tendencialmente em queda.

Em 2025, a taxa variável representou 18,6% do montante concedido, acima dos 12,4% de 2024.

Taxa fixa tem peso reduzido

Já a taxa fixa continuou com peso reduzido, representando 6% do montante concedido (semelhante a 2024).

Quanto ao total de contratos de crédito à habitação (novos e antigos) ‘vivos’ no final de 2025, os contratos a taxa variável continuavam a representar a maioria da carteira de crédito à habitação, representando 68,1% do total.

Em 2025, foram feitos, em média, 11.134 contratos de crédito à habitação por mês (mais 11,5% do que em 2024), no montante médio mensal concedido de 1.949,9 milhões de euros (mais 34,9%).

No que se refere aos outros créditos hipotecários, foram celebrados, em 2025, 37.366 novos contratos (menos 8,7%), totalizando um montante de crédito concedido de 2,7 mil milhões de euros (mais 1,8%).

Prazo médio dos contratos

O prazo médio dos novos contratos de crédito à habitação aumentou para 31,7 anos face a 30,7 anos em 2024, para o que contribuiu o regime da garantia do Estado.

Ainda assim, no total dos contratos (novos e antigos), o prazo médio dos contratos de crédito à habitação diminuiu ligeiramente, de 33,6 anos em 2024 para 33,5 anos em 2025.

Num contexto de descida das taxas de juro, em 2025, voltaram a descer os reembolsos antecipados e as renegociações de contratos de crédito à habitação.

As renegociações dos contratos com os bancos e os reembolsos (em que os clientes usam poupança acumulada para amortizar crédito) foram significativos nos anos de elevadas taxas de juro, numa estratégia das famílias para reduzir a prestação paga mensalmente pela casa ao banco.

No ano passado, foram realizados 153.092 reembolsos antecipados (parciais ou totais) no crédito à habitação, no montante global de 8.400 mil milhões de euros. O montante total amortizado baixou 7,2%.

Já as renegociações diminuíram 26,4% em montante. Houve 49.795 renegociações, no montante total renegociado superior a 5.100 milhões de euros.

Quanto ao incumprimento, no crédito à habitação e hipotecário, o peso do incumprimento no montante total de empréstimos diminuiu ligeiramente, de 0,2% em dezembro de 2024 para 0,1% em dezembro de 2025.

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