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Taxa de juro na habitação em queda há mais de um ano: novo recuo em março

Abril 22, 2025 · 1:50 pm
Imagem de Jcomp no Freepik

A taxa de juro implícita no crédito à habitação recuou em março pelo 14.º mês consecutivo, para 3,735%, o valor mais baixo desde junho de 2023 e menos 9,5 pontos base do que em fevereiro, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu para 3,735%, valor inferior em 9,5 pontos base face ao registado no mês anterior, acumulando uma redução de 92,2 pontos base desde o máximo atingido em janeiro de 2024 (4,657%)”, avança o INE.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 3,200% em fevereiro para 3,048% em março, um recuo mensal de 15,2 pontos base e uma diminuição acumulada de 133,2 pontos base desde o máximo atingido em outubro de 2023.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

Para a aquisição de habitação, o destino de financiamento mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu 9,1 pontos base face a fevereiro, para 3,715%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, esta taxa recuou 14,6 pontos base comparativamente com o mês anterior, fixando-se em 3,045%.

Prestações continuam a descer

Em março, para a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 398 euros, dois euros abaixo do valor do mês anterior e menos cinco euros (-1,2%) que em março de 2024.

Destes 398 euros, 217 (55%) corresponderam a pagamento de juros e 181 euros (45%) a capital amortizado.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação desceu 18 euros em março face ao mês anterior, para 604 euros, e recuou 2,4% face ao mesmo mês de 2024.

Em março, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 553 euros face a fevereiro, para 70.065 euros.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 144.507 euros, mais 3.490 euros do que em fevereiro.

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