Créditos

Taxa de juro dos novos créditos à habitação volta a descer

Março 4, 2024 · 4:51 pm
Imagem de Julian Hacker por Pixabay

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação caiu pelo terceiro mês consecutivo em janeiro, para 4,03%, ainda que continue acima dos valores homólogos, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Os dados do supervisor bancário apontam que a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação passou de 3,3% em janeiro de 2023 para um máximo de 4,27% em setembro de 2023.

A partir de setembro tem vindo a reduzir-se e fechou o ano nos 4,12%.

Taxa acima da média europeia

Apesar das descidas sucessivas, a taxa manteve-se acima da média europeia, que passou de 4,0% em dezembro, para 3,87% em janeiro.

Por tipo de negociação, a taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação diminuiu 0,18 pontos percentuais em janeiro face a dezembro, para 3,81%, tendo sido o terceiro mês consecutivo com descidas.

Por sua vez, a taxa de juro média dos contratos renegociados manteve-se em 4,39%, face a dezembro.

A taxa mista continuou a ser a principal modalidade dos novos créditos à habitação em janeiro, representando 70,8% do total, contra 24,7% a taxa variável e 4,5% a taxa fixa.

Prestação média de 426 euros

Segundo os dados do BdP, a prestação média mensal aumentou para 426 euros em janeiro, contra 425 euros no mês anterior e 344 euros no mês homólogo de 2023.

Os dados hoje divulgados pelo regulador bancário acrescentam ainda que a Euribor a seis meses voltou, em janeiro, a representar a maior fatia do ‘stock’ de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável.

Em janeiro, a Euribor a seis meses representava 36,4% do total, ultrapassando a Euribor a 12 meses (35,7%), e mantendo-se distante da Euribor a três meses (24,4%).

Amortizações antecipadas são 1,29% do “stock”

Quanto às amortizações antecipadas de crédito à habitação, estas representaram em janeiro 1,29% do ‘stock’. Ainda assim, o peso das amortizações “foi o segundo mais elevado desde o início da série estatística, em dezembro de 2021”.

As amortizações antecipadas totais, que incluem os contratos finalizados por amortização da dívida do devedor, consolidação de crédito num novo contrato e as transferências de crédito para outra instituição, representaram 87% das amortizações antecipadas no mês em análise.

Nos empréstimos ao consumo, a taxa média de novas operações atingiu os 9,44% em janeiro, um máximo desde fevereiro de 2014, contra 8,45% em termos homólogos.

Nos empréstimos para outros fins, a taxa de juro média foi de 5,31%, contra 5,20% em dezembro.

No caso das empresas, as novas operações de empréstimos totalizaram 1.915 milhões de euros em janeiro, menos 625 milhões de euros em termos homólogos e 800 milhões de euros face a dezembro.

Os novos contratos representaram 75% das novas operações, enquanto as renegociações os restantes 25%.

Para empresas, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos diminuiu 0,09 pontos percentuais face a dezembro, para 5,67%, contra 4,69% um ano antes.

Fonte: Lusa

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