Créditos

Sabe quanto da sua prestação da casa foi para juros em 2025?

Janeiro 21, 2026 · 3:15 pm
Imagem de wirestock no Freepik

A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, face a 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) fixando-se em 396 euros, anunciou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No caso específico da aquisição de habitação, que é o principal motivo para recorrer a crédito à habitação, a taxa média desceu de 4,362% em 2024 para 3,429% em 2025. Por outro lado, o capital médio em dívida aumentou: de 66.508 euros para o total do crédito, e de 73.917 euros para quem compra casa, passando para 72.314 euros e 80.083 euros, respetivamente.

Quanto à prestação média anual vencida para o total do crédito à habitação, desceu oito euros em 2025, para 396 euros, enquanto no destino de financiamento “aquisição de habitação” a diminuição foi de 11 euros entre 2024 e 2025, para 431 euros.

Juros são menos de metade da prestação

Considerando apenas o mês de dezembro de 2025, houve novas descidas: a taxa de juro implícita caiu 0,3 pontos face a novembro, para 3,130%, acumulando uma queda de 1,527 pontos percentuais desde o máximo de 4,657% registado em janeiro de 2024. Entre os contratos celebrados nos três últimos meses, a taxa fixou-se em 2,850%, também em queda face ao mês anterior e já 1,530 pontos abaixo do pico de outubro de 2023.

Para a aquisição de habitação, a taxa de juro dos contratos em vigor recuou para 3,129% em dezembro, e nos contratos mais recentes caiu ligeiramente para 2,851%.

No último mês do ano, o valor médio da prestação mensal foi de 397 euros, ligeiramente acima do mês anterior, mas ainda seis euros abaixo do que se pagava em dezembro de 2024. Destes 397 euros, 194 euros (48,9%) são juros e 203 euros (51,1%) capital amortizado. “Pelo quarto mês consecutivo, a componente de juros representa menos de 50% da prestação”, destaca o INE.

Prestação sobe nos contratos mais recentes

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou sete euros, fixando-se em 675 euros (subida de 6,8% face ao mesmo mês do ano anterior).

Em dezembro de 2025, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 600 euros face a novembro, para 75.270 euros.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 168.350 euros, mais 1.689 euros do que em novembro.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização), ou seja, é a forma de medir quanto da prestação está realmente a ir para juros e quanto reduz a dívida, mostrando o custo real do crédito em cada momento.

Fonte: Lusa/ Redação

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