Habitação
Rendas em Lisboa e no Porto mais caras após colocações no ensino superior
Agosto 27, 2026 · 9:41 am
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O valor médio das rendas em Lisboa e no Porto aumentou após a divulgação das colocações no ensino superior, no domingo, rondando agora os 550 e 450 euros mensais por quarto nas duas cidades.
Os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram divulgados na madrugada de domingo e perto de 50 mil candidatos colocados ficaram a saber onde vão estudar a partir de setembro.
Para milhares de estudantes, o ingresso no ensino superior implica mudar de cidade e a procura de casa começa depois da publicação dos resultados do concurso, que mereceu também uma resposta do mercado de arrendamento.
No final da semana passada, quando a Lusa consultou o Observatório do Alojamento Estudantil, que identifica a oferta privada de alojamento para estudantes e as rendas praticadas a nível nacional, a plataforma identificava cerca de 3.700 quartos em Lisboa, onde as rendas rondavam os 500 euros.
Aumento de oferta não baixou preços
Com mais 942 quartos atualmente disponíveis, o aumento da oferta não se traduziu numa redução dos preços. Pelo contrário, em menos de uma semana, as rendas médias na capital aumentaram cerca de 10%, rondando agora os 550 euros.
No Porto, outra das cidades que mais recebe estudantes deslocados, o Observatório do Alojamento Estudantil regista, igualmente, um aumento do custo do alojamento: na sexta-feira, arrendar um quarto na ‘invicta’ custava, em média, 430 euros por mês, menos 20 euros em comparação com o valor registado atualmente na mesma plataforma.
Por outro lado, as rendas exigidas pelos senhorios a menos de um mês do arranque do ano letivo ultrapassam os valores de referência mensal dos custos de alojamento privado para o ano letivo 2026-2027, previstos no regulamento de atribuição de bolsa de estudo.
Mudanças no apoio ao alojamento
De acordo com o diploma, publicado em 10 de agosto em Diário da República, a partir do ano letivo 2026/2027, o complemento mensal de alojamento passa a corresponder a 30% do IAS, 161,14 euros por mês em 2026.
Mas este é o valor de base: se o estudante bolseiro deslocado tiver pedido lugar numa residência universitária e não conseguir vaga, ou se não existir residência no local onde estuda, pode beneficiar de uma majoração da bolsa até 500 euros para viver em Lisboa e até 419 euros para viver no Porto.
O aumento dos preços não se limita às capitais de distrito. Nos concelhos limítrofes da capital, por exemplo, o preço médio das rendas varia agora entre os 500 euros em Oeiras (mais 20 do que na semana passada) e os 430 euros em Almada, a alternativa mais barata em relação a Lisboa, mas 30 euros mais cara após a divulgação das colocações.
A norte, arrendar um quarto em concelhos como Matosinhos e Maia custa hoje, em média, mais 15 euros do que na semana passada.
Quase 50 mil colocados na 1.ª fase
Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.
Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.
Os estudantes colocados têm até quinta-feira para realizar a matrícula.
As candidaturas à 2.ª fase do concurso decorrem até 20 de setembro, com pelo menos 6.639 vagas que ficaram por ocupar.
Fonte: Lusa/ Redação
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