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Quanto vai subir a sua renda em 2027? Faça as contas

Setembro 11, 2026 · 9:50 am
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Quanto vão subir as rendas em 2027? A resposta já é conhecida para a generalidade dos contratos: o aumento poderá chegar aos 2,56%, de acordo com os dados definitivos da inflação de agosto divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC), excluindo a habitação, fixou-se em 2,56% em agosto. É este o indicador que serve de referência para determinar o coeficiente de atualização anual das rendas.

Assim, o coeficiente de atualização das rendas para 2027 deverá ser de 1,0256, valor que terá ainda de ser formalizado através de aviso publicado em Diário da República até dia 30 de outubro.

Só após a publicação em Diário da República é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda e a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso.

Este coeficiente não se aplica necessariamente a todos os contratos. Senhorio e inquilino podem ter definido, por escrito, uma modalidade diferente de atualização da renda. Quando o contrato estabelece regras próprias para a atualização, são essas condições que devem ser consideradas.

Como calcular o novo valor da renda em 2027?

A conta é simples. Se for aplicado um coeficiente de 1,0256, por cada 100 euros de renda o aumento será de 2,56 euros.

 

Renda atual x Coeficiente de atualização = Valor a pagar em 2027

 

Para saber quanto poderá ficar a pagar, basta substituir o valor da sua renda na fórmula e multiplicá-lo por 1,0256.

 

Renda atual × 1,0256 = Nova renda

 

Tomemos como exemplo uma renda mensal de 700 euros:

700 € × 1,0256 = 717,92 €

 

Neste caso, o inquilino passaria a pagar mais 17,92 euros por mês, ou seja, um aumento anual de cerca de 215 euros.

Numa renda de 1.000 euros, a atualização representa mais 25,60 euros por mês, elevando o valor para 1.025,60 euros, isto é, um acréscimo anual de 250,60 euros.

Quanto vai subir a sua renda em 2027? Faça as contas

A renda sobe automaticamente em janeiro?

Não. A atualização não é automática nem obrigatória: cabe ao senhorio decidir se aplica o coeficiente e existem regras quanto ao momento e à forma como o aumento pode ser feito.

Além disso, a primeira atualização só pode ser exigida um ano após o início do contrato e as atualizações seguintes apenas um ano após a atualização anterior.

Sempre que pretenda atualizar a renda, o senhorio deve comunicar ao inquilino, por escrito e com uma antecedência mínima de 30 dias, o coeficiente aplicado e o novo valor a pagar.

Por isso, a publicação do coeficiente para 2027 não significa que todas as rendas passem a ter um novo valor logo em janeiro.

E se a renda não tiver sido atualizada nos últimos anos?

Aqui as contas podem mudar. Se o senhorio não tiver atualizado a renda em anos anteriores, o aumento pode ser superior aos 2,56% previstos para 2027.

A lei permite aplicar mais tarde coeficientes de atualização que tenham ficado por utilizar, desde que não tenham passado mais de três anos sobre a data em que cada um deles poderia ter sido aplicado pela primeira vez.

Isto não significa, porém, que o senhorio possa cobrar retroativamente os aumentos que deixou de fazer. O novo valor da renda produz efeitos depois de cumpridas as regras de atualização e comunicação ao inquilino.

Dependendo da data do contrato e das atualizações já efetuadas, poderão existir situações em que seja possível considerar coeficientes anteriores juntamente com o de 2027.

Recorde-se que a atualização aplicada às rendas em 2026 foi de 2,24%; em 2025, foi de 2,16 %, o que representa uma ligeira aceleração para o próximo ano. Já em 2024, os senhorios puderam ajustar as rendas até 6,94%, o maior aumento em 30 anos, sem teto aplicado pelo Governo, que reforçou apoios extraordinários para inquilinos com elevada taxa de esforço. Em 2023, o aumento foi limitado pelo Governo a um teto máximo de 2%, apesar de a inflação permitir 5,43%.

Em suma, em quatro anos, o aumento das rendas totaliza 13,9%; se for considerado um período de cinco anos, soma 15,9%.

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O valor de referência para o próximo ano já é conhecido. Mas o aumento não é automático e pode variar consoante o contrato.

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