Créditos

Prestações da casa em queda aliviam orçamentos familiares

Maio 31, 2024 · 3:32 pm
Imagem de Freepik

Depois de dois anos de constantes aumentos, as taxas Euribor começam finalmente a descer, trazendo alívio às famílias com crédito à habitação. Em maio, a Euribor a seis meses, o indexante mais utilizado nos empréstimos à habitação, registou uma taxa média de 3,79%, o valor mais baixo do último ano. Esta tendência descendente irá refletir-se nas prestações das casas já a partir de junho, nos contratos que tenham a taxa revista nesse mês.

Pelo segundo mês consecutivo, todos os contratos indexados às Euribor a três, seis e 12 meses vão ter uma redução na prestação da casa.

A média da Euribor em maio desceu 0,073 pontos, para 3,813% a três meses (contra 3,886% em abril), 0,052 pontos para 3,787% a seis meses (contra 3,839%) e 0,021 pontos para 3,681% a 12 meses (contra 3,702%).

Nos créditos à habitação com taxa variável, a Euribor a seis meses é a mais utilizada, representando 36,6% do ‘stock’ de empréstimos, segundo os dados do Banco de Portugal relativos a março deste ano. A Euribor a 12 e a três meses representam 34,3% e 24,9%, respetivamente.

A Euribor a seis meses manteve-se acima de 4% entre 14 de setembro e 1 de dezembro e baixou hoje para 3,745%, um mínimo desde 08 de junho de 2023, tendo chegado aos 4,143%, em 18 de outubro, um máximo desde novembro de 2008.

Cortes são alívio para as famílias

Se tomarmos por exemplo um crédito à habitação de 150 mil euros, contratado a 30 anos, com um spread de 1% e indexado à Euribor a seis meses, a prestação mensal cairá 3,1%, resultando numa redução de 25 euros, baixando de 811 euros para 786 euros.

Já num contrato com as mesmas condições, mas indexado à Euribor a 12 meses, a redução será de 17 euros, de 793 euros para 776 euros. Apesar de ser uma descida menor comparativamente à Euribor a 6 meses, esta é a maior correção desde setembro de 2021 para contratos indexados à Euribor a 12 meses.

Se considerarmos as mesmas condições de empréstimo, mas indexado à Euribor a três meses, a prestação baixará 9,8 euros, de 798 euros para 789 euros, representando uma poupança de 1,23%, a maior desde novembro de 2020.

Taxas diretoras podem baixar em junho

A descida das taxas diretoras por parte do Banco Central Europeu (BCE) na reunião da próxima quinta-feira, 6 de junho, parece ser uma certeza que tem arrastado as Euribor, que servem de indexante à larga maioria dos créditos à habitação em Portugal. Contudo, as perspetivas dos analistas são de que a descida das taxas de juro será mais lenta do que o previsto no início do ano.

Recentemente, o BCE colocou como condição para a redução das taxas de juro uma descida do crescimento dos salários, pelo que a sua aceleração não parece animadora, neste âmbito. Apesar disso, o corte de taxas em junho parece garantido, porém, é possível que a quebra se dê a um ritmo mais demorado. Se, no início do ano, os mercados financeiros apontavam para seis descidas das taxas de juro até ao final de 2024, neste momento, preveem-se apenas duas, antecipando-se que as Euribor possam situar-se, então, em torno dos 3%.

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