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Prestação da casa volta a subir: veja quanto pode pagar a mais

Agosto 31, 2026 · 9:48 am
Image by ArthurHidden on Magnific

Setembro traz um novo aumento da prestação da casa para as famílias com crédito à habitação a taxa variável e contratos revistos este mês. A subida das Euribor vai traduzir-se em mais 23 a 70 euros por mês, consoante o prazo do indexante, considerando um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos e um spread de 1%.

O maior aumento verifica-se nos contratos associados à Euribor a 12 meses. Neste caso, a prestação passa para cerca de 711 euros, mais 70 euros do que o valor pago ao longo do último ano.

Nos empréstimos indexados à Euribor a seis meses, a mensalidade sobe cerca de 47 euros, para mais de 691 euros. Já quem tem o crédito associado à Euribor a três meses enfrenta um acréscimo de aproximadamente 23 euros, passando a pagar mais de 674 euros.

Porque está a prestação da casa a subir?

A explicação está na evolução das taxas Euribor, que voltaram a aumentar nos últimos meses, refletindo a mudança das expectativas em relação às taxas de juro na zona euro.

A escalada do conflito no Médio Oriente e a subida dos preços da energia voltaram a aumentar as pressões inflacionistas e alteraram as perspetivas para a política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

A inflação anual da zona euro atingiu 2,9% em julho, depois de ter chegado aos 3,2% em maio, permanecendo acima da meta de 2% definida pelo BCE para a estabilidade dos preços.

É neste contexto que os responsáveis do banco central se preparam para voltar a discutir uma subida das taxas de juro na reunião de 9 e 10 de setembro.

Segundo fontes do BCE citadas pela Reuters, existe uma forte predisposição para aumentar a taxa de depósito em 0,25 pontos percentuais, dos atuais 2,25% para 2,5%. A decisão, contudo, ainda não está tomada e dependerá, entre outros fatores, dos novos dados sobre a inflação e das projeções económicas que serão conhecidas nessa altura.

A concretizar-se, será a segunda subida das taxas diretoras este ano, depois do aumento decidido em junho.

O aumento de setembro pode ser o último?

Apesar do agravamento que agora chega às prestações, há sinais de que o atual ciclo de subida dos juros poderá estar próximo do fim.

As fontes do BCE ouvidas pela Reuters indicam que, embora os responsáveis estejam inclinados para subir os juros em setembro, existe pouca vontade de sinalizar desde já novos aumentos.

Isso não significa, porém, que esteja garantido o fim das subidas. A evolução da inflação, os preços da energia e o conflito no Médio Oriente continuam a representar fatores de incerteza para os próximos meses.

Para as famílias com crédito à habitação, a evolução das Euribor continuará, por isso, a ser determinante.

Quando muda a prestação do seu crédito?

A subida não afeta todos os contratos ao mesmo tempo. A prestação só é atualizada na data prevista no contrato, de acordo com o prazo da Euribor utilizada.

Num empréstimo indexado à Euribor a três meses, a taxa é revista trimestralmente. Com Euribor a seis meses, a revisão ocorre de seis em seis meses. Nos contratos associados à Euribor a 12 meses, a prestação é atualizada uma vez por ano.

É por isso que duas famílias com empréstimos semelhantes podem sentir a subida dos juros em momentos diferentes.

Para um crédito de 150 mil euros, a 30 anos e com spread de 1%, as simulações para setembro apontam para:


  • Euribor a 3 meses: cerca de 674 euros/mês, mais 23 euros;

  • Euribor a 6 meses: mais de 691 euros/mês, mais cerca de 47 euros;

  • Euribor a 12 meses: cerca de 711 euros/mês, mais 70 euros.


Os valores são meramente indicativos. A alteração efetiva da prestação depende, entre outros fatores, do capital ainda em dívida, prazo restante do empréstimo, spread contratado e indexante aplicado.

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