Créditos

Prestação da casa: quanto vai poupar com a nova descida das taxas?

Julho 22, 2025 · 10:39 am
Foto de Mark Neal no Pexels

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a cair em junho, fixando-se nos 3,479%, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta descida representa menos 9,1 pontos base (p.b.) face a maio (3,570%), prolongando a trajetória de redução iniciada após o pico registado no início de 2024.

Desde o máximo atingido em janeiro de 2024 (4,657%), a taxa global já acumula uma redução de 117,8 p.b., refletindo o efeito da descida das Euribor e das renegociações contratuais.
Nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a taxa caiu de 3,057% em maio para 2,951% em junho, menos 10,6 p.b., com uma quebra acumulada de 142,9 p.b. desde outubro de 2023.

Aquisição de habitação mantém-se como destino principal

Para os contratos destinados à aquisição de habitação, que representam a maior fatia do crédito à habitação, a taxa implícita baixou para 3,466%, menos 8,9 p.b. do que no mês anterior.
Nos contratos mais recentes com este fim, a taxa recuou para 2,948%, menos 10,4 p.b. que em maio.

Prestações descem, mas peso dos juros ainda é elevado

O valor médio da prestação mensal referente à totalidade dos contratos fixou-se em 394 euros, menos 1 euro do que no mês anterior e 10 euros abaixo de junho de 2024 (-2,5%).
Apesar da descida, os juros continuam a pesar mais do que o capital amortizado: dos 394 euros, 206 euros (52%) foram para juros e 188 euros (48%) para capital.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média baixou 11 euros, ficando nos 630 euros, embora isso represente uma subida de 5,5% em termos homólogos.

Em junho, o capital médio em dívida na totalidade dos contratos subiu para 71 677 euros, mais 635 euros do que em maio.
Nos contratos recentes, o valor médio em dívida atingiu 157 350 euros, um aumento mensal de 3 633 euros.

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