Dinheiro
Preços das casas aceleram em quase metade dos maiores municípios do país
Julho 20, 2026 · 2:50 pm
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Os preços das casas voltaram a acelerar em 11 dos 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes no primeiro trimestre de 2026. Funchal e Guimarães registaram as maiores acelerações, enquanto Lisboa, Cascais e Oeiras mantiveram-se como os municípios mais caros do país para comprar habitação, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da valorização dos imóveis, o mercado perdeu algum dinamismo. Entre janeiro e março foram transacionados 35.953 alojamentos familiares, menos 10,5% do que no mesmo período de 2025. Ainda assim, o preço mediano da habitação subiu para 2.337 euros por metro quadrado, o que representa um aumento homólogo de 19,8%, de acordo com as estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local do INE.
Onde os preços aceleraram mais?
Face ao trimestre anterior, os preços da habitação ganharam ritmo em quase metade dos maiores municípios do país. O Funchal registou a maior aceleração da taxa de crescimento dos preços (+25,2 pontos percentuais), seguido de Guimarães (+24,1 pontos percentuais).
Em sentido contrário, Matosinhos foi o município onde o ritmo de subida mais abrandou, registando uma desaceleração de 11,9 pontos percentuais.
Já Porto e Lisboa também aceleraram, embora de forma mais moderada. A taxa de variação homóloga aumentou 2,4 pontos percentuais na cidade do Porto e 0,3 pontos percentuais na capital, face ao quarto trimestre de 2025.
Lisboa continua a liderar os preços
Os municípios de Lisboa (5.292 euros/m²), Cascais (5.000 euros/m²) e Oeiras (4.511 euros/m²) voltaram a apresentar os preços medianos de habitação mais elevados do país, todos acima dos 4.500 euros por metro quadrado.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar e Santa Maria da Feira registaram preços inferiores à mediana nacional, fixada em 2.337 euros por metro quadrado.
Além do Funchal, também Guimarães, Barcelos, Braga e Leiria registaram taxas de valorização superiores à média nacional, confirmando que a subida dos preços continua a estender-se a vários mercados fora dos tradicionais polos de Lisboa e Porto.
Fonte: Lusa/ Redação
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