Dinheiro

Preço dos imóveis comerciais regista subida recorde em 2025

Maio 25, 2026 · 12:59 pm
Foto de Étienne Beauregard-Riverin na Unsplash

Os preços dos imóveis comerciais aumentaram 10,1% em 2025, mais 5,4 pontos percentuais face à variação de 2024 e a maior subida desde que há registo, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Este foi o aumento de preços das propriedades comerciais mais elevado desde o início da série, mantendo-se, contudo, a um nível inferior ao observado nos imóveis residenciais (17,6%)”, nota o INE no destaque publicado com os dados de 2025 do Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom).

Segundo o instituto estatístico, o mercado residencial, cujo comportamento é descrito pela evolução do Índice de Preços da Habitação (IPHab), “apresentou um aumento dos preços superior ao das propriedades comerciais, tal como sucedeu nos últimos anos”.

Assim, em 2025, o IPHab cresceu 17,6%, uma taxa de variação 7,5 pontos percentuais superior à do IPPCom, com ambos os indicadores a registarem um aumento do ritmo de crescimento dos preços.

Contudo, uma vez que o aumento foi mais intenso no caso do imobiliário habitacional, a diferença entre as taxas de crescimento dos dois índices ampliou-se em 3,1 pontos percentuais (em 2024, o diferencial nas taxas de variação foi de 4,4 pontos percentuais).

Famílias compram mais

O Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom) tem como principal objetivo medir a evolução dos preços das propriedades comerciais transacionadas no território nacional.

À semelhança do que sucede com o IPHab – que é divulgado pelo INE desde julho de 2014 – o IPPCom utiliza informação administrativa fiscal do imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT) e do imposto municipal sobre imóveis (IMI).

O INE indica ainda que, no que se refere à aquisição de habitação pelos setores institucionais que não as Famílias (o IPHab circunscreve-se às aquisições feitas pelas famílias), representaram 21.180 do total de 169.812 alojamentos transacionados no ano passado.

Este número traduz-se num peso relativo de 12,5%, o mais baixo da série disponível, iniciada em 2019.

Segundo o INE, esta redução da percentagem de compras de alojamentos pelos Restantes Setores Institucionais resultou da quebra no número de aquisições face a 2024, de 2,8%, enquanto as famílias continuaram a evidenciar um aumento do número de aquisições, de 10,5%, para um total de 148.632 transações.

Em valor, as vendas de alojamentos a outros compradores que não as Famílias totalizaram 5.400 milhões de euros, mais 6,4% face ao ano anterior, um crescimento aquém do observado no valor das vendas de habitações às Famílias, que foi de 24,4%, para 35.700 milhões de euros.

Fonte: Lusa

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