Luís Mário Nunes

CEO da ComprarCasa Portugal

Opinião

2026: Profissionalização e valor

22 Dezembro, 2025 · 16:31

2025 foi um ano que nos ensinou muito. Vimos um mercado residencial que não perdeu a confiança. Em setembro, os preços atingiram um máximo histórico: +22,8% face ao ano anterior, +6,9% no trimestre e +2,4% no mês, com um valor médio de 2.885€/m². Em cinco anos, quase duplicaram (+97,4%). Estes números não são apenas estatísticas: são histórias de famílias que acreditaram, de investidores que confiaram e de profissionais que trabalharam para concretizar sonhos.

No segundo trimestre, registámos 42.889 transações, mais 15,5% do que no ano anterior, e um volume de vendas próximo de 10,3 mil milhões de euros. O índice do INE confirmou esta tendência, com uma subida de 17,2% (18,3% em usados e 14,5% em novos). Estes dados mostram que, mesmo com desafios, o mercado continua vivo e cheio de oportunidades. E há um fator que fez diferença: a descida da taxa de juro para 3,18% em outubro. Para muitas famílias, isto significou menos pressão no orçamento e mais espaço para avançar com projetos adiados. Para investidores, reforçou a atratividade do arrendamento e da valorização futura.

Quando o financiamento se torna mais acessível, o sonho da casa própria deixa de ser apenas um desejo e passa a ser um plano possível. Lisboa e Porto continuam a liderar, mas não estão sozinhas. Braga, Évora, Setúbal e Leiria ganharam protagonismo, impulsionadas pelo teletrabalho e pela procura de qualidade de vida.

A escassez de oferta nova em zonas centrais mantém a pressão sobre os preços e acelera a reabilitação, enquanto imóveis com certificação energética A/A+ conquistam preferência. Porque hoje, mais do que nunca, comprar casa é também escolher sustentabilidade.


"O Governo prepara novas regras para a mediação imobiliária. Licenças individuais obrigatórias, formação certificada e maior supervisão pelo IMPIC. Isto não é apenas burocracia: é um convite à profissionalização, à ética e à transparência."


Para 2026, esperamos um crescimento mais moderado, entre 3% e 6%, mas com um mercado mais racional e orientado para valor real.

A tecnologia será a nossa aliada: inteligência artificial para encontrar oportunidades, automatização para libertar tempo e experiências digitais para aproximar pessoas.

Mas não se trata apenas de ferramentas: trata-se de criar relações mais humanas através da tecnologia. Quando usamos visitas virtuais, não estamos apenas a mostrar casas; estamos a dar liberdade ao cliente para explorar ao seu ritmo, sem pressões.

Quando usamos CRM inteligentes, não estamos apenas a gerir contactos; estamos a lembrar-nos do que é importante para cada pessoa, personalizando cada interação. A tecnologia, quando bem usada, não afasta: aproxima. Dá transparência, conveniência e confiança. Permite que cada cliente se sinta ouvido, respeitado e acompanhado.

É isso que queremos: que cada família, cada investidor, sinta que tem ao seu lado profissionais que unem conhecimento, ética e inovação para transformar decisões em conquistas.


"Estas estratégias não são apenas para cumprir a lei: são para servir melhor, ganhar confiança e diferenciar-nos num mercado cada vez mais competitivo. Sabemos que não será fácil. Vai exigir investimento, adaptação e mudança de mentalidade."


E há outra mudança que não podemos ignorar: o Governo prepara novas regras para a mediação imobiliária. Licenças individuais obrigatórias, formação certificada e maior supervisão pelo IMPIC. Isto não é apenas burocracia: é um convite à profissionalização, à ética e à transparência.

Formação e ética não são apenas requisitos legais: são pilares para construir confiança. Quando um consultor investe em aprender mais, ele transmite segurança. Quando segue um código de conduta, ele mostra respeito pelo cliente e pelo mercado. Esta combinação cria relações duradouras, porque as pessoas não escolhem apenas quem lhes apresenta uma casa; escolhem quem lhes dá certezas, quem lhes inspira confiança e quem está preparado para defender os seus interesses com integridade.

Como respondemos a este desafio? Com atitude. Investindo em formação contínua, criando processos claros e apostando na tecnologia. CRM integrados, automação de tarefas, análise preditiva para definir preços e marketing digital orientado por dados.

Estas estratégias não são apenas para cumprir a lei: são para servir melhor, ganhar confiança e diferenciar-nos num mercado cada vez mais competitivo. Sabemos que não será fácil. Vai exigir investimento, adaptação e mudança de mentalidade. Mas acreditamos que vale a pena. Porque cada passo que damos para sermos mais profissionais é um passo para um setor mais forte e para clientes mais satisfeitos.

Em resumo: 2025 consolidou o mercado; 2026 pede-nos rigor, tecnologia e atitude. E quando a inspiração faltar, que não falte a nossa capacidade de servir melhor, aprender mais rápido e liderar com integridade. É assim que transformamos desafios em oportunidades.

Estamos prontos para esta mudança. Se procura vender ou comprar com confiança, fale connosco.

Juntos, vamos transformar planos em realidade e construir um futuro mais sólido para todos. Porque no fim, não vendemos apenas casas: ajudamos a construir histórias, sonhos e vidas.

Este é o nosso propósito, e é isso que nos move.

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