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Onde estão as casas mais procuradas no Minho?

Agosto 28, 2026 · 10:48 am
Foto de Bruno Martins na Unsplash

Braga e Guimarães são os dois grandes polos da procura imobiliária no Minho, mas os dados dos primeiros sete meses de 2026 mostram um mercado com perfis diferentes dentro da região. Entre janeiro e julho, a RE/MAX registou cerca de 3.500 transações nos 24 concelhos do Alto Minho, Cávado e Ave, com as duas últimas sub-regiões a concentrarem 86% da atividade, anunciou a rede imobiliária em comunicado.

As sub-regiões do Cávado e Ave registaram cerca de 1.500 transações cada, embora com uma diferença relevante: enquanto o Cávado teve maior peso na atividade global, o Ave registou mais operações de compra e venda.

No topo da procura está Braga, com cerca de 900 transações nos primeiros sete meses do ano. O concelho representa 40% da atividade de arrendamento e 22% das operações de compra e venda realizadas pela rede no conjunto do Minho.

Já Guimarães surge em segundo lugar, representando 24% das transações de arrendamento e 18% das de compra e venda. Vila Nova de Famalicão completa o pódio, com 6% da atividade de arrendamento e 13% da compra e venda.

Apartamentos dominam o arrendamento

Os apartamentos representam 46% das transações realizadas no Minho, mas o seu peso é muito diferente consoante o negócio.

No arrendamento, chegam a 67% da atividade. Na compra e venda, representam 41%. As moradias têm maior expressão na compra: representam 39% das operações, contra apenas 14% no arrendamento. Os terrenos correspondem a 11% das transações, exclusivamente na compra e venda.

Entre os apartamentos, o T3 é a tipologia mais procurada, com 39% das transações, seguido dos T2 (32%) e T1 (22%). Nas moradias, o T3 também lidera, com 48%.

Portugueses dominam, mas procura estrangeira mantém-se

A procura imobiliária no Minho continua sobretudo nacional. Dos negócios intermediados pela RE/MAX entre janeiro e julho, 83% envolveram cidadãos portugueses.

Ainda assim, a atividade registou 37 nacionalidades, com os brasileiros a destacarem-se entre os compradores e arrendatários estrangeiros, representando 9% das transações no conjunto da região.

Manuel Alvarez, presidente da RE/MAX Portugal, considera que a presença de diferentes nacionalidades reforça “a crescente atratividade da região, tanto para portugueses como para estrangeiros, enquanto destino residencial e de investimento.”

O peso da procura nacional varia, contudo, entre sub-regiões. No Ave, os portugueses representam 89% das transações, enquanto no Cávado correspondem a 80% e no Alto Minho a 74%.

No Alto Minho, depois dos portugueses surgem os brasileiros, com 7%, e os norte-americanos, com 3%. No Ave, os brasileiros representam 8% da atividade e, no Cávado, 11%.

Os números mostram, assim, um mercado minhoto onde a procura se concentra sobretudo nos grandes centros urbanos, mas com diferenças claras entre territórios e entre compra e arrendamento.

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