Empresas

Mercado de escritórios encerra 1.º trimestre sob pressão em Lisboa e Porto

Abril 29, 2025 · 10:31 am
Image by Pia Nyström from Pixabay

O mercado de escritórios encerrou o 1.º trimestre de 2025 com um desempenho bastante abaixo do registado no período homólogo em Lisboa e Porto. De acordo com o Office Flashpoint de março, divulgado pela JLL, Lisboa teve uma ocupação residual de 16.000 m2 e o Porto de 2.400 m2, face aos 73.700 m2 e 17.600 m2, respetivamente, verificados em 2024.

Entre janeiro e março deste ano, a ocupação de escritórios em Lisboa somou 33 operações, com uma área média de apenas 490 m2. Destas, apenas quatro envolveram áreas superiores a 1.000 m2.

Do total de 16.000 m2, 30% situam-se no Corredor Oeste e 25% no CBD (Central Business District), enquanto do lado da procura, foram as empresas de TMT’s & Utilities as mais dinâmicas, com 33% do take-up, embora se evidenciem ainda as empresas de Outros Serviços, que geraram 23% da absorção.

O mercado do Porto foi palco de 10 operações no acumulado do 1º trimestre, traduzindo uma área média por transação de 280 m2. Neste período, 48% da ocupação ocorreu na Zona Empresarial do Porto e outros 39% no CBD – Boavista. Entre a procura, as empresas de Serviços Financeiros foram as mais ativas, com 46% da absorção.

Desempenho em março

No mês de março, Lisboa registou um take-up mensal de 5 126 m2 no mercado, realizando 11 operações com uma área média de 466 m2 e dois negócios acima de 1 000 m2. O Parque das Nações foi a zona mais ativa do mês com 34% e o sector dos TMTs & Utilities foi o mais dinâmico com 34%.

Já o Porto registou um take-up mensal de 450 m2 no mercado, realizando 3 operações com uma área média de 150 m2 e sem negócios acima de 1.000 m2. O CBD Baixa foi a zona mais ativa do mês com 56% e o sector mais dinâmico foi Construção e Imobiliário com 56%.

Para Sofia Tavares, Head of Leasing Advisory da JLL, os baixos níveis de atividade registados no mercado este ano têm dois fundamentos essenciais. Por um lado, as empresas internacionais, que são atualmente uma fonte forte de procura em Portugal, estão mais resistentes a tomar novas decisões de investimento para as suas instalações devido à instabilidade geopolítica. Por outro lado, internamente, o mercado sofre atualmente de falta de oferta de edifícios novos e de qualidade. Não havendo espaços disponíveis adequados aos requisitos das empresas, especialmente áreas de maior dimensão, realizam-se menos operações”.

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