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Mercado de escritórios de Lisboa cai 34%, mas mostra sinais de recuperação

Julho 23, 2025 · 8:24 am
Foto de Nastuh Abootalebi na Unsplash

Lisboa encerrou o primeiro semestre de 2025 com uma absorção de 84.000 m² de escritórios, uma queda de 34% face aos 127.000 m² registados no mesmo período do ano passado. Apesar da descida homóloga, os dados do mais recente Office Flashpoint da JLL revelam sinais claros de recuperação: no primeiro trimestre, a quebra tinha atingido 80%, face a 2024.

No Porto, a tendência é semelhante, mas mais lenta. A ocupação atingiu apenas 9.100 m² no acumulado do semestre, traduzindo uma descida homóloga de 68%, ainda assim menos acentuada do que a quebra de 84% registada no trimestre anterior.

Lisboa acelera no 2.º trimestre e supera 2024

Segundo a JLL, 81% da absorção semestral de Lisboa ocorreu entre abril e junho, período em que foram contratados 67.800 m². Este volume representa um crescimento de 27% face ao segundo trimestre de 2024 e fez com que a ocupação quadruplicasse em relação aos primeiros três meses do ano.

“Trata-se de uma curva de crescimento muito expressiva, o que abre perspetivas positivas para a segunda metade do ano”, comenta Bernardo Vasconcelos, Head of Office Leasing da JLL. A consultora prevê que o segundo semestre possa igualar os resultados do primeiro, aproximando o mercado à média anual da última década.

No semestre, realizaram-se 70 operações em Lisboa, com uma área média por negócio de 1.198 m², confirmando a procura por espaços de grande dimensão. A zona do CBD concentrou 52% da ocupação e os Serviços Financeiros foram responsáveis por 40% do take-up.

Em junho, Lisboa registou 17.000 m² de absorção, mais 26% do que em maio e quase o dobro (+94%) face a junho de 2024. O destaque vai para a Teleperformance, que ocupou 6.490 m² no Oriente Green Campus, operação mediada pela JLL. O Parque das Nações liderou com 49% do take-up mensal, enquanto o setor de Serviços a Empresas respondeu por 70%.

Porto com recuperação tímida

Quanto ao Porto, o mercado deve acompanhar a tendência de Lisboa, com o 2.º trimestre a acelerar, embora permaneça ainda muito pressionado em termos da área absorvida.

O segundo trimestre contribuiu com 6.100 m², representando 68% do volume semestral. A cidade contabilizou 22 operações, com uma área média de 415 m². As zonas CBD Boavista, CBD Baixa e Matosinhos foram as mais dinâmicas, com quotas entre 20% e 25%, enquanto as empresas de TMT’s & Utilities representaram 29% da absorção até junho.

Junho revelou maior dinamismo, com 3.100 m² tomados, duplicando face a maio e ao mesmo mês de 2024. O eixo Outros Porto destacou-se com 39% do take-up mensal, e as TMT’s & Utilities lideraram com 52%.

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