Dinheiro
Menos vendas não travam a subida dos preços das casas
Julho 13, 2026 · 10:00 am
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Os preços de venda das habitações em Portugal Continental aumentaram 5,7% entre janeiro e maio, face ao final de 2025, revelam os dados divulgados pela Confidencial Imobiliário.
Apesar da continuação da valorização do mercado residencial, o ritmo de crescimento está a abrandar quando comparado com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros cinco meses de 2025, a subida acumulada atingia 8,4%, enquanto 2025 terminou com uma valorização anual histórica de 23,4%.
Segundo o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, os preços aumentaram 1,7% em maio face ao mês anterior, depois de uma quebra mensal de 0,7% em abril, considerada pontual pela CI. Nos três meses terminados em maio, o preço médio das casas fixou-se em 3.123 euros por metro quadrado, acima dos 3.031 euros por metro quadrado registados no quarto trimestre de 2025.
Ao mesmo tempo, a taxa de variação homóloga desacelerou para 20,4% em maio, refletindo uma moderação do ritmo de valorização, embora os preços continuem a crescer a níveis elevados.
Menos transações do que em 2025
A evolução dos preços contrasta com um mercado menos dinâmico em termos de atividade.
No primeiro trimestre foram realizadas cerca de 37.800 transações, menos 9,4% do que a média trimestral de aproximadamente 41 mil vendas registada ao longo de 2025, segundo os dados do Sistema de Informação Residencial (SIR).
Ainda assim, a informação mais recente, referente ao período entre março e maio, aponta para uma estabilização da atividade, com cerca de 38.500 transações.
Oferta continua insuficiente
Para o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, a desaceleração observada este ano não representa uma inversão da tendência de subida dos preços. Citado no comunicado, o responsável considera que a manutenção de valorizações elevadas, apesar da redução da atividade e de um contexto marcado pelo regresso da inflação e por taxas de juro mais altas, continua a refletir o desequilíbrio entre a oferta e a procura.
Na sua perspetiva, enquanto a construção de nova habitação permanecer insuficiente para responder às necessidades do mercado, sobretudo nas principais áreas urbanas, será difícil assistir a uma descida dos preços.
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