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Lisboa destaca-se no mercado de luxo e cresce acima de Berlim e Paris

Dezembro 15, 2025 · 12:02 pm
Imagem de lifeforstock no Freepik

Lisboa continua a afirmar-se como um dos destinos mais atrativos para o investimento em habitação de luxo, num contexto internacional marcado pelo arrefecimento do crescimento dos preços no segmento residencial prime. De acordo com o Prime Global Cities Index – Q3 2025, da mediadora Knight Frank, parceira da portuguesa Quintela + Penalva, os preços da habitação prime na capital portuguesa registaram uma subida homóloga de 3,1% no terceiro trimestre de 2025 e um aumento de 0,6% face ao trimestre anterior, garantindo a Lisboa o 18.º lugar entre as 46 cidades analisadas a nível mundial.

Este desempenho contraria a tendência global de desaceleração observada no mercado residencial de luxo, que registou um crescimento médio anual de 2,5% no terceiro trimestre, o ritmo mais baixo dos últimos dois anos. Segundo Liam Bailey, Global Head of Research da Knight Frank, “o crescimento dos preços prime arrefeceu para o ritmo mais lento em dois anos, à medida que a desaceleração nos cortes de taxas limita o desempenho global”.

Para Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva, os dados agora divulgados confirmam a robustez do mercado lisboeta. “Estes dados evidenciam a capacidade de crescimento, de captação de investimento e de resiliência de Lisboa. Demonstram igualmente que, ao longo dos últimos anos, a cidade tem vindo a consolidar-se como um destino de referência do mercado residencial de alta qualidade”, afirma.

Lisboa supera Berlim, Paris e Londres

O crescimento registado em Lisboa iguala o de Frankfurt e supera o desempenho de várias capitais europeias, como Berlim (+2,7%), Dublin (+2,3%), Paris (+1,4%) ou Londres, que apresentou uma quebra de 3,6%. No caso da capital britânica, o relatório aponta como principais fatores o elevado custo de financiamento e a sensibilidade do mercado às expectativas macroeconómicas.

De acordo com a Knight Frank, Lisboa beneficia de uma procura estruturalmente superior à oferta disponível, de uma atratividade sustentada junto de compradores internacionais, apesar dos ajustamentos recentes no enquadramento fiscal, e de uma maior estabilidade relativa face à volatilidade observada noutros mercados europeus.

Acreditamos que os preços em Lisboa e noutras regiões do país, como Comporta, Cascais–Estoril ou Porto, continuam a apresentar potencial de valorização nos próximos anos. Este dinamismo resulta não apenas da elevada qualidade dos novos projetos em desenvolvimento, mas também da crescente procura por parte de investidores nacionais e internacionais, que procuram mercados sólidos, seguros e sustentáveis”, sublinha Francisco Quintela.

Tóquio lidera o índice

No panorama europeu, o relatório revela um cenário de estabilidade moderada, com Madrid a destacar-se pela positiva (+6,1%), seguida de Zurique (+5,4%) e Genebra (+4,2%). A nível global, Tóquio lidera o índice, com uma valorização anual de 55,9% e uma subida trimestral de 30,2%, impulsionada pela escassez de oferta, pelo enfraquecimento do iene e pelo aumento do investimento estrangeiro.

Seul ocupa a segunda posição do ranking, com um crescimento de 25,2%, seguindo-se Bangalore (+9,2%), Dubai (+8,5%) e Mumbai (+8,3%). Apesar de uma correção trimestral negativa de 6,9%, o mercado do Dubai mantém-se como o mais forte dos últimos cinco anos, com uma valorização acumulada de 198%, à frente de Tóquio (115%) e Manila (81%).

O estudo aborda ainda a fragilidade persistente dos mercados prime na China continental, resultado de uma estratégia governamental que tem vindo a desviar o foco do setor imobiliário para a indústria de alta tecnologia e para o consumo interno como motores do crescimento económico. Pelo contrário, Hong Kong começa a dar os primeiros sinais de recuperação, apoiada por cortes nas taxas de juro que contribuíram para estabilizar as condições de financiamento.

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