Investimento

Investimento imobiliário representou mais de um quarto do Investimento direto estrangeiro

Fevereiro 26, 2025 · 5:26 pm
Foto de Daniela na Unsplash

O investimento direto estrangeiro em Portugal subiu para 13,2 mil milhões de euros em 2024, 3.500 milhões dos quais referentes a imobiliário, ascendendo o ‘stock’ de investimento direto do exterior a 71% do PIB, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

As transações de investimento direto do exterior (IDE) subiram 18,9% face aos 11,1 mil milhões registados em 2023, “devido sobretudo ao investimento realizado no capital de entidades portuguesas (11,1 mil milhões de euros)”, explica o BdP.

“As transações de IDE refletem também um contributo significativo do investimento imobiliário, no valor de 3,5 mil milhões de euros”, acrescenta o banco central.

Quais os maiores investidores?

Os países europeus foram os que mais investiram em Portugal no ano passado, com destaque para Espanha (3,8 mil milhões de euros), Luxemburgo (3,1 mil milhões de euros) e Países Baixos (1,4 mil milhões de euros).

Enquanto Espanha investiu mais nas regiões Centro, Península de Setúbal, Alentejo, Norte e Oeste e Vale do Tejo, o Luxemburgo foi o principal país investidor na Região Autónoma da Madeira (33%).

Já os Países Baixos foram o principal investidor na Grande Lisboa (21%).

Por outro lado, as transações de investimento direto de Portugal no exterior totalizaram 7,2 mil milhões de euros (5,7 mil milhões de euros em 2023).

Este investimento foi também realizado maioritariamente em entidades residentes em países do continente europeu, em particular, nos Países Baixos (1,8 mil milhões de euros), em Espanha (1,1 mil milhões de euros) e no Luxemburgo (1,1 mil milhões de euros).

Grande Lisboa concentra mais de metade do stock

Tendo em conta estas transações, no final de 2024, “o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal era de 200,3 mil milhões de euros, e o de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) era de 76,0 mil milhões de euros”, indica o BdP, montantes que representavam, respetivamente, 71% e 27% do PIB português.

No que diz respeito à distribuição pelo país, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 106,2 mil milhões de euros, o que se traduz em mais de metade (53,0%) do stock de IDE. Seguiam-se o Norte, com 34,6 mil milhões de euros (17,3% do total de IDE), e o Algarve, com 19,5 mil milhões de euros (9,7% do total de IDE), representando, no seu conjunto, 80,1% do total do stock de IDE em Portugal.

As regiões com menor concentração de investimento direto proveniente do exterior eram os Açores, com 0,6 mil milhões de euros (0,3% do total de IDE), o Oeste e Vale do Tejo, com 4,2 mil milhões de euros (2,1%), e a Península de Setúbal, com 4,9 mil milhões de euros (2,5%).

Entre 2017 e 2024, a Região Autónoma da Madeira foi a única a registar um decréscimo do stock de IDE, indica ainda o BdP.

Fonte: Lusa/ Redação

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