Investimento

Investimento imobiliário cai 50% em 2023

Janeiro 26, 2024 · 4:07 pm
Foto de Jack Krier na Unsplash

O investimento imobiliário no país caiu 50% em 2023 para um total de 1.600 milhões de euros, em linha com o resto da Europa, segundo dados da consultora imobiliária Savills, hoje divulgados.

“Fatores como as elevadas taxas de inflação, o aumento do custo da dívida e desencontro de expetativas do preço de venda entre compradores e vendedores, estão na base da quebra da atividade”, apontou a consultora, em comunicado.

O contexto macroeconómico instável levou a que os processos de tomada de decisão fossem mais lentos, resultando numa diminuição do número de transações imobiliárias, sobretudo as que comportam um investimento mais elevado ou com maior risco associado, concluiu a Savills.

Retalho e hotelaria resistem
 

No ano passado, à exceção do retalho e do setor hoteleiro, todos os restantes registaram descidas expressivas nos seus volumes de investimento, face a 2022.

O segmento de retalho foi o mais resiliente em 2023, com um volume total de investimento 42% acima do observado em 2022 e representando 38% do volume de investimento total, enquanto o hoteleiro totalizou um investimento na ordem dos 570 milhões de euros.

Já o investimento em residências de estudantes em Lisboa e no Porto ultrapassou os 100 milhões de euros.

Mais de 1.000 ME de investimento estrangeiro

Das 79 transações de investimento fechadas em 2023, 54% corresponderam a investidores nacionais, representando 30% do volume total de investimento imobiliário, com fundos de investimento imobiliário, escritórios familiares e investidores privados a direcionarem o seu capital para a aquisição de ativos nos segmentos de retalho, hotelaria e alojamento e escritórios.

O capital estrangeiro totalizou um volume de investimento de 1,1 mil milhões de euros, principalmente direcionado para os segmentos de alojamento e hotelaria, retalho, saúde e residências de estudantes.

Para 2024, a Savills destacou como principais desafios a incerteza do cenário macroeconómico, as tensões geopolíticas e as “constantes alterações legislativas e de domínio fiscal, aliadas a uma instabilidade governamental”.

Mercado de escritórios em Lisboa com queda de 71%

No terceiro trimestre de 2023, o mercado de escritórios da Grande Lisboa registou 41 novos arrendamentos, com um volume total de ocupação de 34.220 metros quadrados (m2).

Os valores acumulados no ano, que incluem 113 negócios, representam um volume de ocupação de 73.130 m2. Este é o segundo mais baixo da última década e representa uma expressiva queda de 71% face a 2022. Do mesmo modo, o tamanho médio dos negócios reduziu 58%, para 640 m2.

Por seu turno, o setor de escritórios da Grande Porto registou uma ocupação total de 15.430 m2, distribuídos por 16 novos arrendamentos.

Os valores acumulados no ano incluem 48 negócios, com uma ocupação acumulada de 40.615 m2, representando uma queda homóloga de 10%. O volume médio de ocupação dos negócios registou uma ligeira contração de 5%, para 850 m2.

Fonte: Lusa

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