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Faturação da Century 21 cresce 28% em 2025
Fevereiro 26, 2026 · 3:03 pm
Imagem de rawpixel.com no Freepik
A Century 21 Portugal encerrou 2025 com 21.193 transações de compra e venda, o que representa uma subida de 10% face a 2024, e 5.604 contratos de arrendamento, mais 3% em termos homólogos. No total, a faturação da imobiliária cresceu 28%, para 149,85 milhões de euros, segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira. No mesmo período, o volume de negócios superou os 5,31 mil milhões de euros, um aumento homólogo de 23%.
Apesar do desempenho anual positivo, a rede refere que o mercado revelou sinais de maior seletividade ao longo do ano, sobretudo no último trimestre, com um abrandamento homólogo no número de transações, em linha com os indicadores setoriais. De acordo com a empresa, esta evolução não resulta de falta de procura, que se mantém robusta, mas sim de maiores constrangimentos no acesso à habitação e de limitações no poder de compra das famílias, fatores que condicionam a concretização dos negócios.
Final do ano concentra operações
A atividade manteve-se concentrada no final do ano, tendo o quarto trimestre representado 28,8% das vendas anuais da rede, embora num contexto de decisões de compra mais exigentes. A empresa destaca que, nas principais capitais do litoral, o acesso à compra continua limitado para a família média, contribuindo para um deslocamento gradual da procura para zonas periféricas e territórios do interior.
Ao longo de 2025, a faturação registou uma trajetória de crescimento progressivo, passando de 30,1 milhões de euros no primeiro trimestre para 45 milhões de euros no quarto trimestre. Em paralelo, o preço médio de venda aumentou de 225.464 euros para 278.954 euros, refletindo a concretização de operações de maior valor e um ajustamento entre a oferta disponível e a capacidade financeira dos compradores.
No segmento de arrendamento, os contratos cresceram até ao verão, evoluindo de 1.293 no primeiro trimestre para 1.516 no terceiro trimestre, ou seja, um aumento de 17,2%, antes de recuarem para 1.422 no último trimestre, o que significa um recuo de 6,2%, acompanhando um ambiente de maior prudência e ajustamento entre oferta e procura.
Segundo a rede, o principal desafio estrutural do mercado continua a ser a acessibilidade à habitação.
“A procura mantém-se forte e consistente. O que se alterou foi a capacidade de concretização das transações, num contexto em que o poder de compra condiciona as decisões. Os dados do último trimestre confirmam um abrandamento homólogo do mercado, mas não uma quebra estrutural da procura”, afirma Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.
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