Créditos

Está a pagar menos pela casa? Juros voltam a descer

Junho 20, 2025 · 9:49 am
Imagem de freepik

A prestação da casa está, aos poucos, a aliviar o peso no orçamento das famílias. Em maio, a taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu pela 16.ª vez consecutiva, fixando-se nos 3,570%, o valor mais baixo desde maio de 2023. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirma uma tendência de descida que se mantém desde o pico de janeiro de 2024 (4,657%).

Para a aquisição de habitação, o destino de financiamento mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu 8,9 pontos base face a abril, para 3,555%.

Na prática, quem tem crédito habitação sentiu um ligeiro alívio. A prestação média mensal caiu um euro face a abril, fixando-se nos 395 euros. Deste valor, 210 euros (53%) corresponderam a juros e 185 euros (47%) a amortização de capital.

Juros mais baixos nos novos contratos

Nos contratos mais recentes, assinados nos últimos três meses, a taxa de juro foi ainda mais baixa: recuou para os 3,057%, face aos 3,060% de abril. Em comparação com o máximo registado em outubro de 2023, a descida é significativa: menos 132,3 pontos base.

Ainda assim, quem contratou crédito mais recentemente paga mais pela casa: a prestação média subiu 20 euros face a abril, atingindo os 641 euros. Em relação a maio de 2024, o aumento foi de 6,3%.

O capital médio em dívida tem vindo a aumentar. Em maio, quem tinha crédito à habitação devia em média 71.042 euros, mais 629 euros do que em abril. Nos contratos mais recentes, o valor em dívida sobe para os 153.717 euros, ou seja, mais 3.486 euros do que no mês anterior.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

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