Construção
Custos da construção nova sobem quase 6% em março
Maio 12, 2026 · 8:57 am
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Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de variação homóloga de 5,8% do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) em março é superior em um ponto percentual à registada em fevereiro e em dois pontos percentuais face à de março de 2025, segundo o INE.
No mês em análise, os preços dos materiais aumentaram 3,7%, contra 1,7% em fevereiro, e os custos com mão-de-obra 8,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior.
O custo da mão-de-obra contribuiu com 3,8 pontos percentuais (3,9 pontos percentuais no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN, enquanto os materiais registaram um contributo de 2,0 pontos percentuais (0,9 pontos percentuais no mês de fevereiro).
Materiais que mais aumentaram
De acordo com o INE, entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os “vidros e espelhos” e o “gasóleo”, com uma subida de cerca de 20%, e o “fio de cobre nu” e os “azulejos e mosaicos”, com cerca de 15% acima do período homólogo.
Em sentido oposto, destacaram-se os “betumes”, com uma descida na ordem dos 15%, e os “aparelhos de climatização” e os “sistemas compósitos de isolamento térmico para exterior”, com uma descida de cerca de 5%.
Quanto à taxa de variação mensal (em março face a fevereiro) do ICCHN foi de 1,3%, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior e 0,9 pontos percentuais acima de março do ano passado.
Para a variação mensal, a mão-de-obra contribuiu com 0,2 pontos percentuais e o preço dos materiais com 1,1 pontos percentuais (0,3 e 0,8 pontos percentuais em fevereiro, respetivamente).
No destaque divulgado, o INE reviu em alta de 0,1 pontos percentuais as variações do ICCHN em janeiro e em fevereiro, para, respetivamente, 3,9% e 4,8%, em resultado da revisão em alta do custo da mão-de-obra em 0,1 e 0,3 pontos percentuais, pela mesma ordem.
Fonte: Lusa