Créditos

Crédito à habitação atinge em fevereiro o valor mais alto desde 2014

Março 28, 2025 · 12:28 pm
Foto de Timur Saglambilek no Pexels

Os empréstimos para habitação atingiram em fevereiro um montante de 103.500 milhões de euros, o valor mais alto desde julho de 2014, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

No final de fevereiro, o ‘stock’ de empréstimos para a habitação totalizava mais 698 milhões de euros face a janeiro e uma subida de 4,8% face ao mês homólogo, “mantendo a trajetória de aceleração por 14 meses consecutivos”.

Em 28 de fevereiro de 2025, havia 1,958 milhões de pessoas com créditos à habitação contratados, mais 1.800 face a janeiro, num “indicador que não registava uma subida desde junho de 2022”.

Para o conjunto dos empréstimos a particulares, a subida foi de 5,2% face a fevereiro de 2024, subindo para 134.030 milhões de euros – um valor que é superior ao registado em janeiro em 830 milhões de euros.

Apenas nos empréstimos ao consumo e outros fins, a subida em termos homólogos foi de 6,8%, para 30.401 milhões de euros, crescendo ainda 132 milhões de euros face ao mês anterior.

Créditos pessoais aumentam

No final do mês em análise, o crédito pessoal somava 12.669 milhões de euros, mais 79 milhões de euros do que em janeiro e 7,2% em relação ao homólogo, enquanto no crédito automóvel a subida mensal foi de 45 milhões de euros, para 8.466 milhões de euros.

Nos mesmos moldes, o montante de empréstimos em cartões de crédito manteve-se próximo dos 3.200 milhões de euros, mas a taxa de variação anual acelerou de 7,9% em janeiro para 8,1% em fevereiro.

Quanto ao ‘stock’ de crédito a empresas, no final de fevereiro era de 72.592 milhões de euros, 132 milhões de euros do que no final de janeiro e uma subida homóloga de 1,2%.

As microempresas e as grandes empresas “mantiveram taxas de variação anual positivas (7,3% e 1,7%, respetivamente), enquanto pequenas e médias empresas continuaram a registar taxas negativas (-0,3% e -4,5%, respetivamente)”.

Os setores das indústrias e eletricidade (-1,2%), do comércio, transportes e alojamento (-0,3%) registaram taxas de variação anuais negativas, enquanto o setor da construção e atividades imobiliárias teve uma taxa de variação anual positiva de 5,8%.

Fonte: Lusa

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