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Comprar casa está mais caro: avaliação bancária em novo máximo
Março 25, 2026 · 2:43 pm
Imagem de wirestock no Freepik
O valor mediano de avaliação bancária da habitação em Portugal fixou-se em 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro de 2026, estabelecendo um novo máximo histórico, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Face a janeiro, registou-se um aumento de 17 euros (0,8%), enquanto em termos homólogos a subida foi de 17,2%, ainda assim abaixo dos 18,7% observados no início do ano, sinalizando um ligeiro abrandamento no ritmo de crescimento.
Apesar da subida dos valores, o número de avaliações bancárias recuou. Em fevereiro, foram realizadas 29.625 avaliações, o que representa uma descida de 5,4% face ao mês anterior e de 15,6% em termos homólogos.
Este movimento sugere um mercado onde, mesmo com menor atividade associada a novos pedidos de crédito, os valores continuam sob pressão.
Península de Setúbal volta a destacar-se
A Península de Setúbal liderou as subidas mensais, com um crescimento de 1,9%, sendo também a região com a maior variação homóloga (+26,0%). Já a Região Autónoma da Madeira foi a única a registar uma ligeira descida em cadeia (-0,1%).
No segmento dos apartamentos, o valor mediano atingiu os 2.478 €/m², refletindo um aumento expressivo de 21,9% face a fevereiro de 2025.
Os valores mais elevados voltaram a concentrar-se em:
- Grande Lisboa: 3.298 €/m²
- Algarve: 2.856 €/m²
Enquanto os mais baixos se registaram no:
- Alentejo: 1.477 €/m²
- Centro: 1.612 €/m²
Em termos mensais, os apartamentos subiram 1,3%, com o Centro a registar a maior variação (+3,3%) e o Alentejo a única descida (-1,9%).
Por tipologia, os T1 atingiram 3.126 €/m², enquanto os T2 e T3 subiram para 2.560 €/m² e 2.157 €/m², respetivamente. Estas três tipologias representaram 92,8% das avaliações.
Destaque ainda para a Região Autónoma dos Açores, que registou o maior crescimento homólogo (+29,8%) neste segmento.
Moradias crescem a ritmo mais moderado
Nas moradias, o valor mediano fixou-se em 1.529 €/m², traduzindo uma subida de 13,5% em termos homólogos e um aumento residual de 0,1% face a janeiro.
As regiões com valores mais elevados continuam a ser:
- Grande Lisboa: 2.792 €/m²
- Algarve: 2.761 €/m²
Já os valores mais baixos encontram-se no:
- Centro: 1.133 €/m²
- Alentejo: 1.250 €/m²
Entre tipologias, os T2 mantiveram-se nos 1.514 €/m², os T3 subiram para 1.506 €/m² e os T4 desceram ligeiramente para 1.585 €/m². No conjunto, estas tipologias representaram 87,9% das avaliações.
Desigualdades regionais continuam acentuadas
A análise por regiões NUTS III evidencia um mercado profundamente assimétrico. Em fevereiro, Grande Lisboa, Algarve e Península de Setúbal apresentaram valores acima da mediana nacional em 52,4%, 32,8% e 23,0%, respetivamente.
Em contraste, Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso registaram valores mais de 50% abaixo da mediana do país.
Os dados de fevereiro reforçam uma tendência clara: mesmo com menos avaliações e sinais de abrandamento no crescimento, os preços continuam a subir, mantendo elevada a fasquia para quem quer comprar casa.