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Comprar casa está mais caro: avaliação bancária atinge novo máximo histórico

Maio 29, 2026 · 1:18 pm
Foto de Mr Alex Photography: https://www.pexels.com/pt-br/foto/coimbra-33444175/

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em março e 16,5% acima do mesmo mês de 2025, divulgou o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 16,5% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – foi idêntico ao registado em março, enquanto a variação em cadeia se fixou nos 1,1% (+23 euros).

A Região Autónoma dos Açores apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (4,1%), não se tendo registado qualquer descida.

Já em comparação com abril de 2025, a variação mais acentuada foi na Península de Setúbal (24,0%), não tendo ocorrido qualquer redução.

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de abril de 2026 foram consideradas 34.483 avaliações (21.518 apartamentos e 12.965 moradias), menos 3,6% que no período homólogo. Face a março, realizaram-se mais 1.644 avaliações bancárias, o que corresponde a um acréscimo de 5,0%.

Apartamentos

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.546 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 21,0% do que em abril de 2025.

Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (3.352 euros/m2) e no Algarve (2.910 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1.490 euros/m2 e 1.657 euros/m2, respetivamente).

O Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,2%), não se tendo verificado qualquer descida.

Já face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,4% em abril, tendo os Açores registado o maior aumento (4,8%), não ocorrendo qualquer descida.

O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 65 euros, para 3.239 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado ambos 29 euros, para 2.615 euros/m2 e 2.199 euros/m2, respetivamente. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,2% das avaliações de apartamentos realizadas em abril.

Moradias

Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.561 euros/m2, um acréscimo homólogo de 12,7%, destacando-se a Grande Lisboa (2.843 euros/m2) e o Algarve (2.667 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.147 euros/m2 e 1.279 euros/m2, respetivamente).

Os Açores apresentaram o crescimento homólogo mais elevado (23,0%), não tendo ocorrido qualquer descida.

Comparativamente com março, o valor de avaliação das moradias subiu 1,2%, tendo os Açores sido a região com o crescimento mais elevado (4,2%) e verificando-se uma única descida no Algarve (-3,2%).

O valor mediano das moradias T2 subiu 13 euros para 1.545 euros/m2, o das T3 cresceu 14 euros (1.527 euros/m2) e o das T4 aumentou 46 euros, para 1.654 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,2% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Regiões onde é mais caro comprar casa

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em abril os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país em 51,3%, 31,7% e 24,2%, respetivamente.

Pelo contrário, as Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-52,7%, -52,6% e -51,5%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

O que muda para quem vai comprar um imóvel

Este novo máximo nas avaliações bancárias tende a ter um impacto duplo para quem está a pensar comprar casa com recurso a crédito. Por um lado, uma avaliação mais elevada pode permitir ao banco financiar uma maior parte do valor do imóvel, reduzindo a necessidade de capitais próprios. Por outro, este aumento acompanha a subida generalizada dos preços, o que significa que o montante total de crédito necessário também sobe e, com ele, a taxa de esforço das famílias.

Na prática, o imóvel pode valer mais para o banco, mas a análise da capacidade financeira torna-se igualmente mais exigente.

Fonte: Lusa/ Redação

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