Construção
Casas modulares e rendas baixas: construtora quer mudar arrendamento jovem
Maio 15, 2026 · 11:48 am
Foto de Laura Cleffmann no Pexels
Uma construtora de Braga vai avançar com a construção de uma residência colaborativa em Barcelos, com cerca de 200 habitações destinadas ao arrendamento jovem e rendas que não deverão ultrapassar os 400 euros.
O projeto foi anunciado esta quinta-feira pelo CEO do dstgroup, José Teixeira, à margem de uma conferência sobre modelos de habitação cooperativa e colaborativa.
Segundo o responsável, a obra deverá arrancar ainda este ano e integra uma estratégia mais ampla de expansão do conceito, que a empresa quer replicar em Portugal e no estrangeiro.
“Daqui a quatro, cinco anos queremos ter cerca de três mil casas. É um novo negócio, com uma margem muito pequena, mas com grande escala”, afirmou.
Casas modulares, industriais e para arrendar
Em causa está um modelo de construção industrializada, com apartamentos de cerca de 40 metros quadrados, integrados em residências com espaços comuns partilhados.
O objetivo, segundo o responsável, é responder sobretudo a jovens que procuram sair de casa dos pais e têm rendimentos médios na ordem dos dois mil euros mensais.
“Estamos a trabalhar numa casa colaborativa, em que o ponto de partida é alugar a 400 euros, com apartamentos de cerca de 40 metros quadrados e espaços comuns”, explicou.
Ao contrário do modelo tradicional, o projeto não prevê venda de habitação, mas apenas arrendamento. As unidades são pré-fabricadas em ambiente industrial e podem ser desmontadas e realocadas para outros locais.
“Posso construir aqui, depois meto num navio. E depois posso desmontar e passar para outro lado”, referiu.
“Casas baratas, mas com desenho”
José Teixeira sublinha que o conceito aposta em habitação de custo mais baixo, mas com qualidade arquitetónica e estética.
“Nós acreditamos que a beleza é essencial neste processo”, afirmou.
O empresário defende ainda que o modelo tradicional de construção está desajustado às necessidades atuais, criticando a rigidez das regras urbanísticas.
“Hoje somos obrigados a colocar coisas que não fazem falta, como uma banheira por apartamento”, disse, defendendo habitações mais pequenas, funcionais e acessíveis.
O projeto será inicialmente desenvolvido em Barcelos, mas a empresa pretende expandir o modelo para outras regiões do país e, posteriormente, para mercados internacionais.
“É um modelo que pode ser transportado. É construído em fábrica, pode ser deslocado e adaptado”, explicou o responsável.
José Teixeira adiantou ainda que o Governo deverá avançar com nova legislação para incentivar a construção industrializada, o que poderá reduzir burocracia e acelerar o licenciamento.
Fonte: Lusa/ Redação
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