Habitação

Após a queda do Governo, o que se segue? O calendário essencial

Março 12, 2025 · 5:02 pm
Imagem de jacqueline macou from Pixabay

A moção de confiança ao Governo de Luís Montenegro foi chumbada no Parlamento, contando apenas com os votos favoráveis do PSD, CDS e Iniciativa Liberal.

Este resultado ditou a queda do executivo e desencadeou um processo institucional que culminará em novas eleições legislativas. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, definiu um conjunto de passos obrigatórios que orientarão os próximos meses da vida política do país. Eis o que se segue:

12 de março: Rondas com os partidos

O primeiro passo do processo é a audição dos partidos com assento parlamentar, a realizar no Palácio de Belém. Estas reuniões decorrem ao longo do dia, com início às 11h00 com o PSD e término às 19h00 com o PAN. O objetivo é recolher posicionamentos sobre o cenário político e possíveis soluções governativas.

 

13 de março: Conselho de Estado

O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para o dia 13 de março, às 15h00, no Palácio de Belém. Esta instância de consulta tem um papel fundamental na confirmação do caminho a seguir, nomeadamente na decisão sobre a dissolução da Assembleia da República e marcação de eleições antecipadas.

 

11 ou 18 de maio: Eleições legislativas

Concluídos os trâmites legais, o Presidente da República indicará a data das eleições legislativas. De acordo com a lei eleitoral, estas devem ser marcadas com um mínimo de 55 dias de antecedência. Marcelo Rebelo de Sousa já apontou duas datas prováveis: 11 ou 18 de maio. O anúncio oficial será feito após a reunião do Conselho de Estado.

A campanha eleitoral decorrerá nas duas semanas anteriores às eleições, sendo expectável que os debates televisivos comecem no final de abril.

 

Fim de junho/início de julho: Formação do novo Governo

O resultado das eleições determinará a composição parlamentar e a viabilidade de formação de um governo estável. Caso o processo siga o padrão das últimas eleições, no final de junho o primeiro-ministro indigitado apresentará o seu elenco ministerial ao Presidente da República.

Posteriormente, o novo Governo submeterá o seu Programa à Assembleia da República. Se este for rejeitado, poderá ser necessário iniciar novas negociações para viabilizar uma alternativa governativa ou mesmo marcar novas eleições legislativas.

 

9 de setembro: Limite para a dissolução do Parlamento

A Constituição determina que o Presidente da República perde a capacidade de dissolver a Assembleia da República quando entra nos seus últimos seis meses de mandato. Este prazo ocorre a 9 de setembro de 2025. No entanto, caso as eleições legislativas se realizem, a possibilidade de dissolução é suspensa durante os seis meses seguintes à realização do escrutínio.

 

Final de setembro/início de outubro: Eleições autárquicas

O Governo em funções terá de marcar as eleições autárquicas para um domingo entre meados de setembro e meados de outubro. Tradicionalmente, estas eleições ocorrem no final de setembro ou início de outubro. O anúncio oficial deve ser feito com pelo menos 80 dias de antecedência.

 

10 de outubro: Orçamento do Estado para 2026

O Governo em funções terá de apresentar a proposta de Orçamento do Estado para 2026 até 10 de outubro de 2025. A votação na generalidade ocorrerá no final de outubro e a aprovação final global está prevista para novembro.

 

25 de janeiro de 2026: Eleições presidenciais

Marcelo Rebelo de Sousa já anunciou que as eleições presidenciais decorrerão a 25 de janeiro de 2026, abrindo caminho para a transição na chefia do Estado.

 

9 de março de 2026: Tomada de posse do novo Presidente da República

O novo Presidente da República tomará posse a 9 de março de 2026, passando a deter plenos poderes, incluindo a possibilidade de dissolver a Assembleia da República caso a situação política assim o justifique.

A crise governativa iniciada com o chumbo da moção de confiança desencadeia um processo complexo, com um calendário político intenso nos próximos meses. O desfecho dependerá do resultado eleitoral e da capacidade dos partidos em construir soluções governativas estáveis.

Profissionais

Como usar dados para fechar negócios mais rápido no imobiliário

A informação certa pode ser o que separa uma oportunidade perdida de um negócio fechado.

Profissionais

5 mentiras que parecem inofensivas, mas custam caro no imobiliário

Descubra quais são!

Créditos

Taxa Euribor desce hoje mas média de março dispara nos três prazos

Taxas Euribor descem hoje nos três prazos, mas média de março sobe significativamente, sobretudo nos prazos mais longos.

Leia mais

Habitação

Governo quer que viúvos e herdeiros possam forçar venda de imóveis indivisos

Venda de casas herdadas pode tornar-se mais simples, mesmo sem consenso.

Arrendar Casa

Burlas no arrendamento de casas de férias: como evitar!

Está a reservar férias ou a cair numa fraude? GNR deixa aviso sério.

Decoração

Como preparar um imóvel habitado para venda?

Os segredos do ‘Home Staging’ para casas habitadas.

BUPi: Registo de propriedades só é gratuito até setembro

Sem registo georreferenciado, deixa de ser possível aceder a apoios ou vender terrenos.