A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação voltou a descer em janeiro de 2026, fixando-se em 3,111%, segundo dados divulgados, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma redução face aos 3,130% registados em dezembro de 2025 e uma descida significativa em comparação com os 3,984% observados em janeiro do ano passado.
Esta é já a 24.ª descida consecutiva da taxa de juro implícita, depois de o indicador ter atingido um máximo em janeiro de 2024, quando se situou nos 4,657%.
Taxa para compra de casa também acompanha descida
No segmento mais representativo do crédito à habitação, a aquisição de habitação, a taxa de juro implícita recuou igualmente, situando-se em 3,108% no total dos contratos. Este indicador inclui ainda financiamentos para construção e reabilitação, mas a compra de casa continua a concentrar a maior fatia do crédito concedido às famílias.
Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro fixou-se em 2,847%, ligeiramente abaixo dos 2,850% de dezembro e também inferior aos 3,169% registados em janeiro de 2025, refletindo condições de financiamento gradualmente mais favoráveis para novos mutuários.
Prestação média estabiliza nos 399 euros
Apesar da descida das taxas, o valor médio da prestação mensal do crédito à habitação manteve-se relativamente estável. Em janeiro, a prestação média fixou-se em 399 euros, mais dois euros do que em dezembro (397 euros) e sem alterações face ao valor registado no mesmo mês de 2025.
Do valor da prestação de janeiro, 195 euros (48,9%) correspondem a pagamento de juros e 204 euros (51,1%) a capital amortizado. Segundo o INE, pelo quinto mês consecutivo a componente de juros representa menos de metade do encargo mensal, sinalizando um alívio gradual do peso financeiro associado ao crédito à habitação.
Nos contratos mais recentes (últimos três meses), a prestação média atingiu 676 euros em janeiro, mais um euro do que em dezembro e 75 euros acima dos 601 euros registados em janeiro de 2025, refletindo sobretudo montantes financiados mais elevados.
Capital em dívida continua a aumentar
Os dados estatísticos indicam também um aumento do capital médio em dívida. Considerando a totalidade dos contratos de crédito à habitação, o valor médio em dívida subiu para 75.994 euros em janeiro, mais 724 euros do que no mês anterior.
No caso dos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 168.853 euros, mais 503 euros face a dezembro de 2025, o que evidencia a tendência de subida dos valores financiados nas novas operações.
A taxa de juro implícita no crédito à habitação resulta da relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse período, antes de qualquer amortização. Este indicador permite acompanhar, de forma agregada, a evolução efetiva do custo do financiamento à habitação suportado pelas famílias.
Fonte: Lusa/ Redação
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