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5 presentes para o pai… que a mãe também vai querer!
Março 11, 2026 · 3:15 pm
Imagem de freepik
Há um pequeno segredo nas famílias que raramente aparece nas listas de “prendas para o Dia do Pai”: é que muitas delas acabam por ser… para a casa inteira. Ou, sendo honestos, para quem chegar primeiro junto dela. Não é propriamente oferecer um presente com segundas intenções, mas sim multiplicar os ganhos, fazendo toda uma família mais feliz.
É uma tradição silenciosa. A prenda diz “Para o Pai”, mas a mãe experimenta, testa, abre, lê, prova “só para ver como é”. E, de repente, aquilo que parecia um presente muito masculino transforma-se num novo ritual doméstico. Na verdade, não há nada de errado nisso. Pelo contrário. Os melhores presentes são aqueles que criam momentos partilhados.
Por isso, aqui ficam cinco ideias de presentes para o pai que têm grande probabilidade de agradar também à mãe e de se tornarem rapidamente património doméstico partilhado.
- Um bom vinho (que ninguém abre sozinho)
Oferecer vinho ao pai parece uma escolha clássica. Mas há um detalhe: raramente se bebe vinho sozinho, sobretudo se for uma garrafa especial.
Um bom tinto para um jantar de fim-de-semana, um branco fresco para uma tarde de verão na varanda ou até um espumante para celebrar uma data marcante. O vinho tem essa magia: transforma um simples encontro num momento requintado.
E é assim que acontece o inevitável: “Este vinho é muito bom… deixa-me provar outra vez. Fazemos um brinde?”
Quando se dá uma garrafa de vinho ao pai, o verdadeiro presente é o momento que se cria, sobretudo se for partilhado com a mãe.
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- Um televisor melhor (para maratonas… partilhadas)
A televisão nova pode ser “para o pai ver futebol”. Pelo menos é isso que costuma dizer o cartão. Mas, ultrapassada a parte da montagem de cabos e fios, há uma realidade que se impõe: a mãe fez uma lista de filmes, séries, documentários, concertos, debates, concursos, que vai valer a pena ver no novo aparelho.
Um televisor maior ou com melhor imagem acaba por transformar a sala no pequeno cinema da casa e, curiosamente, ninguém discute muito quem fica com o comando quando aparece uma boa série. No fundo, oferecer tecnologia para a casa é oferecer mais desculpas para ficarem no sofá todos juntos. No final do dia, todos ganham.
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- Um livro que não conhece o dono
Há livros que parecem ter um destino muito claro: “este é mesmo para o pai”. Há outros que são património material da Humanidade lá de casa. Quem nunca ofereceu um livro que quer ler, que atire a primeira pedra… metafórica, de preferência.
Pode ser uma biografia inspiradora, um romance histórico, um policial viciante ou um livro sobre viagens, vinhos ou cozinha. O livro começa numa mesa de cabeceira… e acaba noutra, não sem antes viajar na mochila, na bagagem de férias, na cadeira bem confortável lá de casa.
Os bons livros têm tendência para circular, passando de mão em mão com comentários como: “Já leste esta parte?” ou “tens mesmo de ler mais este autor”.
Quando o conteúdo promete, não julgue o livro pela capa, ou melhor, pelo cartão do embrulho. E se, passados alguns meses, ninguém souber bem de quem era o livro, isso é um excelente sinal.
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- Um utensílio de cozinha “para o pai cozinhar”
Longe vão os dias em que as cozinhas eram um reduto feminino. Muitos pais têm vocação para a cozinha pelo que um utensílio sofisticado pode ser um excelente presente para o Dia do Pai. Grelhadores, tábuas de corte impressionantes, facas japonesas, panelas especiais ou aquela frigideira perfeita para um bife digno de restaurante são, claro, “para o pai cozinhar”, mas para a mãe saborear.
Quem não gosta de provar os pitéus de um Chef superinspirado e motivado? A oferta pode não ser propriamente inocente, mas rapidamente se percebe que a cozinha tem um estranho efeito gravitacional: quem entra para provar, acaba por ajudar.
E o que começou apenas como um utensílio novo acaba por levar a jantares demorados, receitas novas e aquela frase clássica: “Hoje cozinhas tu ou cozinhamos os dois?”
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- Uma experiência em vez de um objeto
Uma massagem especial, uma prova de vinhos, um passeio de barco no Tejo, um workshop de cozinha ou fotografia. A ideia é oferecer algo que não fica numa prateleira, mas fica na memória.
E quando o presente é uma experiência, raramente se vive sozinho, por isso o pai vai gostar e a mãe… também!
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No fundo, há uma pequena verdade universal nas famílias: quando a prenda é boa, deixa de ter dono. E talvez esse seja o verdadeiro espírito do Dia do Pai: dar algo que começa com um “para ti” e acaba num “para nós”.
Porque os presentes que ficam na memória raras vezes são os mais caros ou os mais elaborados. São aqueles que criam momentos felizes e memórias partilhadas: um copo de vinho depois do jantar, um bom filme visto em conjunto, um livro que passa de mão em mão, uma refeição memorável, uma experiência inesquecível.